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Concluído

A escrava Isaura

Bernardo GuimarãesObra em domínio público
Livros Públicos📖 27 capítulos👁 0Geral

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Sinopse

Publicado em 1875, A Escrava Isaura é um dos romances mais emblemáticos do escritor brasileiro Bernardo Guimarães. A obra narra a história de Isaura, uma jovem escrava de pele tão clara que poderia passar por branca, criada com requintes de educação e cultura em uma fazenda no interior do Rio de Janeiro. Apesar de sua aparência e talento, Isaura vive sob o jugo da escravidão, sendo propriedade de uma sinhá cruel e ciumenta. A trama se desenrola em torno das tentativas de Isaura de escapar de seu destino, enfrentando perseguições e abusos, enquanto busca a liberdade e o amor verdadeiro. Inserido no contexto do Romantismo brasileiro, o livro dialoga com as discussões abolicionistas que ganhavam força no final do século XIX. Guimarães constrói uma narrativa que mescla denúncia social e idealização romântica, usando a figura de Isaura para expor as contradições de uma sociedade escravocrata. A obra tornou-se um marco na literatura nacional, sendo adaptada para novelas e outras mídias, o que atesta sua relevância cultural. Ler A Escrava Isaura hoje é mergulhar em um retrato pungente das injustiças do passado, mas também refletir sobre questões de identidade, liberdade e resistência que ainda ecoam no presente. A prosa envolvente de Guimarães e a força de sua protagonista fazem deste romance uma leitura essencial para quem deseja compreender as raízes da literatura e da sociedade brasileiras.

Tradução

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Capítulos

  1. Capítulo 01

    Part 1

    • Part 1

      A ESCRAVA ISAURA ROMANCE POR BERNARDO GUIMARÃES RIO DE JANEIRO B. L. GARNIER Livreiro-Editor do Instituto 65--Rua do Ouvidor--65 Antigo 69. Paris.--E. BELHATTE, Livreiro, 14 rua de l’Abbaye 1875 Ficam reservados os di…

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  2. Capítulo 02

    Part 2

    • Part 2

      Os cavalleiros, que acabavão de apear-se, erão dous bellos e elegantes mancebos, que chegavão da villa de Campos. Do modo familiar, por que forão entrando, logo se deprehendia que era gente de casa. De feito um era Le…

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  3. Capítulo 03

    Part 3

    • Part 3

      Poucos dias depois do casamento de Leoncio, o commendador, com toda a familia, inclusive os dous novos desposados, transportou-se de novo para a sua fazenda de Campos. Foi então, que o commendador entregou a seo filho…

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  4. Capítulo 04

    Part 4

    • Part 4

      --Não; ainda não vi nenhuma, que te iguale, Isaura, eu te juro. Olha, Isaura; ninguem mais do que eu está nas circumstancias de conseguir a tua liberdade; sou capaz de obrigar Leoncio a te libertar, por que, se me não…

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  5. Capítulo 05

    Part 5

    • Part 5

      Belchior tinha em uma das mãos o vasto chapéo de palha, que arrastava pelo chão, e com a outra empunhava, não um ramalhete, mas um enorme feixe de flores de todas as qualidades, á sombra das quaes procurava eclipsar s…

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  6. Capítulo 06

    Part 6

    • Part 6

      --Ainda escarneces, infame!--bradou a moça, e desta vez as faces se lhe afogueárão de extraordinario rubor, e fuzilárão-lhe nos olhos lampejos de cólera terrivel. --Oh! não te exasperes assim, Malvina; estou gracejand…

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  7. Capítulo 07

    Part 7

    • Part 7

      --Mas elle consente?... perguntou Isaura apontando para Leoncio. --O negocio não é com elle, é com seo pae, a quem agora escreve. --Nesse caso tenho alguma esperança; mas se minha sorte depender sómente daquelle homem…

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  8. Capítulo 08

    Part 8

    • Part 8

      As outras escravas a contemplavão todas com certo interesse e comiseração, por que de todas era querida, menos de Rosa, que lhe tinha inveja e aversão mortal. Em duas palavras o leitor ficará inteirado do motivo desta…

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  9. Capítulo 09

    Part 9

    • Part 9

      Leoncio encerrado em seo quarto a ninguem falou, nem apareceo durante alguns dias, e parecia mergulhado no mais inconsolavel e profundo pesar. Entretanto, não era assim. É verdade que Leoncio não deixou de soffrer cer…

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  10. Capítulo 10

    Part 10

    • Part 10

      Todavia emquanto Malvina se conservava em casa, era sempre uma salva-guarda, uma sombra protectora, que amparava Isaura contra as importunações e brutaes tentativas de Leoncio. Por menor que fosse o respeito, que lhe …

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  11. Capítulo 11

    Part 11

    • Part 11

      --Isaura,--disse Leoncio com voz aspera apontando para os instrumentos de supplicio,--eis ali o que te espera, se persistes em teo louco emperramento. Nada mais tenho a dizer-te; deixo-te livre ainda, e fica-te o rest…

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  12. Capítulo 12

    Part 12

    • Part 12

      --Por essa já eu esperava; entretanto o lance não deixa de ser dramatico; a historia de teos amores com a tal fada mysteriosa vae tomando visos de um poema phantastico. --Entretanto é a pura realidade. Como estavão mo…

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  13. Capítulo 13

    Part 13

    • Part 13

      Com taes idéas Alvaro não podia deixar de ser abolicionista exaltado, e não o era só em palavras. Consistindo em escravos uma não pequena porção da herança de seos paes, tratou logo de emancipal-os todos. Como porém A…

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  14. Capítulo 14

    Part 14

    • Part 14

      Uma multidão de cabeças curiosas, e de corações palpitando na mais anciosa expectação, se apinhárão em volta do piano; os cavalheiros estavão anciosos por saberem, se a voz daquella mulher correspondia á sua extraordi…

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  15. Capítulo 15

    Part 15

    • Part 15

      --Deixemos durar mais um dia--reflectia ella comsigo,--esta illusoria, mas ineffavel ventura. Sou uma condenada, que arrancão da masmorra para subir ao palco e fazer por momentos o papel de rainha feliz e poderosa; qu…

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  16. Capítulo 16

    Part 16

    • Part 16

      Não pense o leitor, que já se acha terminado o baile, a que estavamos assistindo. A pequena digressão, que por fóra delle fizemos no capitulo antecedente, nos pareceo necessaria para explicar por que conjuncto de circ…

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  17. Capítulo 17

    Part 17

    • Part 17

      Côr clara e tez delicada como de qualquer branca; olhos pretos e grandes; cabelos da mesma côr, compridos e ligeiramente ondeados; boca pequena, rosada e bem feita; dentes alvos e bem dispostos; nariz saliente e bem t…

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  18. Capítulo 18

    Part 18

    • Part 18

      --Oh! temos mysterio!... pois nesse caso declaro-lhe, que não abandonarei esta senhora um só instante, e se o senhor não quer dizer ao que veio, póde retirar-se. --Nessa não caio eu, que não hei-de perder o meo tempo,…

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  19. Capítulo 19

    Part 19

    • Part 19

      Geraldo foi introduzido em uma pequena sala da frente. Posto que pouco espaçosa e mobiliada com a maior simplicidade, era esta salinha tão fresca, sombria e perfumada, tão cheia de flores desde a porta da entrada, a q…

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  20. Capítulo 20

    Part 20

    • Part 20

      --Mas por uma triste fatalidade o anjo cahio do céo no lodaçal da escravidão, e ninguem aos olhos do mundo o poderá purificar dessa nodoa, que lhe mancha as azas. Alvaro, a vida social está toda juncada de forcas caud…

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  21. Capítulo 21

    Part 21

    • Part 21

      --Que importa!... não se lembra Vª. Sª. de um signal em forma de queimadura em cima do seio esquerdo, que vem consignado no annuncio? direi, que não se achou semelhante signal, que é muito caracteristico, e está destr…

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  22. Capítulo 22

    Part 22

    • Part 22

      No mesmo momento entrava na sala o boleeiro de Alvaro, e annunciava-lhe que novas pessoas o procuravão. --Oh, meo Deos!... que será isto hoje!... serão ainda os malditos esbirros?...--refletio Alvaro, e depois dirigin…

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  23. Capítulo 23

    Part 23

    • Part 23

      Entendeo que para sahir-se bem na terrivel conjunctura em que se achava, só havia um caminho,--matar o seo antagonista ou morrer-lhe ás mãos,--e cedendo a essas suggestões da cólera e do desespero, saltou da cadeira e…

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  24. Capítulo 24

    Part 24

    • Part 24

      Era quanto bastava a Leoncio para associal-a ao plano de castigo e vingança, que projectava contra a desditosa escrava. Bem sabia, que Malvina com a sua alma branda e compassiva jámais consentiria em castigos crueis; …

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  25. Capítulo 25

    Part 25

    • Part 25

      --Sim, minha filha, não penses mais nesse homem; varre da tua idéa esse amor tresloucado; sou eu quem te peço e te aconselho. --Por que, meo pae?... como poderei ser ingrata a esse moço?... --Mas não deves contar mais…

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  26. Capítulo 26

    Part 26

    • Part 26

      Na solidão em que Leoncio se achou depois de seo rompimento com Malvina, Jorge foi para elle um excellente recurso quando se achava na fazenda. Servia-lhe de companheiro não só á mesa, como ao jogo e á caça; entretinh…

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  27. Capítulo 27

    Part 27

    • Part 27

      Attendendo a estas e mil outras considerações de Geraldo, Alvaro procurou firmar o espirito e a vontade no proposito de renunciar ao seo amor, e a todas as suas pretensões philantropicas sobre Isaura. Foi debalde. Dep…

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Sobre a obra

Autor
Bernardo Guimarães
Idioma
Português (Brasil)
Capítulos
27
Traduções
Inglês